Por onde começar?
Quando comecei a investir, eu tinha zero conhecimento sobre investimentos. A primeira pergunta que busquei responder foi: “Realmente vale a pena investir?”
No começo, muita coisa parecia complicada. Li livros, assisti a vídeos e pesquisei bastante, mas só comecei a entender alguns conceitos quando passei a investir de verdade. Esse foi um dos primeiros aprendizados da minha jornada: existem coisas que só aprendemos colocando a mão na massa.
Depois de montar minha reserva de emergência e dar meus primeiros passos na renda variável, comecei a enxergar pequenas oportunidades de crescimento. Meu objetivo nunca foi enriquecer da noite para o dia, mas construir uma engrenagem que, com o tempo, pudesse trabalhar por conta própria.
É preciso apreciar a jornada antes de chegar ao destino, caso contrário, você vai querer desistir no meio do caminho.
Mentalidade
Na minha opinião, o primeiro passo para investir começa na forma como você enxerga o dinheiro.
Se você acredita que investir é sinônimo de dinheiro fácil e rápido, talvez este site não seja o lugar que você procura. Aqui vamos falar sobre construir patrimônio com paciência, disciplina e constância.
Por isso, quero deixar minha primeira recomendação: o livro “Os Segredos da Mente Milionária”, de T. Harv Eker.
Esse foi um dos livros que mais me fez refletir sobre minha relação com o dinheiro. Ele mostra como muitos dos nossos hábitos financeiros são influenciados pela forma como crescemos e pelo exemplo que tivemos dentro de casa. Gostando ou não, carregamos muitos desses comportamentos para a vida adulta, mas a boa notícia é que eles podem ser mudados.
👉 Você pode conhecer esse e outros livros na página Recomendações.
Separe seu dinheiro
Antes de pensar em investir, saiba exatamente quanto você ganha e para onde seu dinheiro está indo.
Eu gosto de dividir os gastos em duas categorias.
Gastos essenciais
- Aluguel
- Água
- Luz
- Alimentação
- Higiene
- Cartão de crédito e demais contas obrigatórias
Gastos não essenciais
São aqueles que, na maioria das vezes, podem ser reduzidos ou até eliminados por um período, como assinaturas de streaming, fast-food, compras por impulso ou transporte por aplicativo quando existe outra alternativa.
Depois de fazer essa separação, ficará muito mais fácil enxergar o que sobra no fim do mês.
Caso tenha dívidas, minha recomendação é priorizar a quitação delas antes de aumentar seus investimentos. Se isso ainda não for possível, tente dividir o dinheiro entre pagar as dívidas e começar a criar o hábito de guardar uma pequena quantia todos os meses.
Mesmo que seja pouco, comece.
O hábito vale muito mais do que o valor inicial.
Não coloque a carroça na frente dos bois
Eu sei que, para muita gente, a ideia de sobrar dinheiro no fim do mês parece um mito.
Mas quando você coloca tudo no papel, percebe exatamente para onde seu dinheiro está indo. A partir dessa percepção, faça uma pergunta simples:
“Esse gasto foi realmente necessário?”
Muitas vezes, não é a falta de dinheiro que nos impede de investir, mas a falta de clareza sobre nossos próprios gastos.
Para quem, como eu, não nasceu herdeiro e precisa trabalhar para conquistar as próprias coisas, é importante entender que nem tudo precisa acontecer agora.
Pense em um carro, por exemplo.
Antes de comprar, pergunte a si mesmo:
- Eu realmente preciso dele neste momento?
- Vou conseguir mantê-lo?
- Consigo pagar combustível, seguro, manutenção e troca de pneus?
Percebe que o custo não termina na compra?
Muitas pessoas se preocupam apenas em conquistar um bem e esquecem que ainda precisarão mantê-lo pelos próximos anos. No fim, aquilo que parecia uma conquista acaba se transformando em mais uma dívida.
Eu acredito que, com estratégia, é possível conquistar praticamente qualquer objetivo. Mas, para isso, é preciso ter paciência, disciplina e objetivos claros.
Monte sua reserva de emergência
Como o próprio nome diz, a reserva de emergência existe para proteger você em momentos inesperados, como problemas de saúde, perda do emprego ou qualquer outra situação que exija dinheiro rapidamente.
Uma boa referência é construir uma reserva equivalente a seis a doze meses do seu custo de vida.
Se você precisa de R$ 3.000 por mês para viver, uma reserva de seis meses seria de aproximadamente R$ 18.000. Se preferir uma margem maior de segurança, pode buscar o equivalente a doze meses.
Na minha opinião, começar pelos seis meses já é um excelente objetivo.
Além do valor, é importante escolher um investimento que tenha três características:
- Segurança, para proteger seu dinheiro.
- Liquidez, para que você possa resgatar rapidamente se precisar.
- Rendimento, para que o dinheiro não fique parado perdendo valor ao longo do tempo.
Essa será a base da sua vida financeira.
O próximo passo
Agora que você já conhece os primeiros conceitos, vamos começar a falar sobre investimentos.
Nos próximos conteúdos você aprenderá:
- O que é renda fixa.
- O que é renda variável.
- Como descobrir seu perfil de investidor.
- Como escolher uma corretora.
- Onde guardar sua reserva de emergência.
Meu objetivo é explicar cada assunto da forma mais simples possível, exatamente como eu gostaria que tivessem me explicado quando comecei.